rysdfh

•February 25, 2009 • Leave a Comment
model:TiagoPóvoa Picture:TiagoPóvoa

model:TiagoPóvoa Picture:TiagoPóvoa

Convento de Cristo

•September 29, 2008 • Leave a Comment

Entrando de mala na mão sinto-me nú naquele local.

deambulando sozinho pelo Convento, tocando marcas históricas, pensando ser minha culpa, passo pelo recanto de monges que por ali passaram, mas estou só. Ninguém visita um recanto que me amarrou aquelas pedras esculpidas, e ainda bem! Sentado na relva, ou sobrepondo-me a janelas esguias para fotografar, sinto-me parte daquela hitória da qual nunca fiz parte nem nunca farei. Dou por mim numa noite, sozinho, encostado a um repucho seco, nessa hora, a escrever textos sem fim, sem que os consiga ler. Talvez mais tarde.

Passado segundos sei que estou acompanhado, seja por memórias presentes, seja por compreender melhor o local. Mas estou só, sons ao longe, passos que se aproximam, batuques ausentes. Sinto murmurios e a natureza impõe-se de modo fulcral. Transporto forças de ruinas únicas para o restante convento.

E estou só…

Mas oiço ruídos compassados de saudade…

Gotas que caíem. Mas presente, compreendo o local.

Gritos e Vestígios

•September 29, 2008 • Leave a Comment

O desafio constava da criação de uma obra plástica, onde o Convento de Cristo fosse o mote ou o local onde a obra se integraria.

A liberdade de poder deambular no local livremente, quer de dia, quer de noite, mesmo disposto de preconceitos, e de acompanhantes, fez-me absorver de uma forma única cada recanto, cada pedaço caído, cada ruína esquecida nos recantos abandonados do convento. E após iniciar aquele contacto quase íntimo com o local, encosto-me a uma coluna e sinto a marca histórica daquele imponente convento, e dou por mim embrulhado numa conversa que nem percebo como começou nem sei onde vai acabar, mas vale a pena, pela fluidez, pela força e pela capacidade que qualquer um dos professores ou alunos envolvidos tem em comunicar o peso que o desafio representa para si e as diferentes visões que temos da proposta e da form como nos sentimos no local.

Arquitectura e Cosmologia -Do retorno das diásporas às Arquitecturas em Equilibrio

•September 29, 2008 • Leave a Comment

CIUAD – Investigação em Arquitectura Urbanismo e Design

Pode parecer estranho mas a proposta em tudo tentadora. Trata-se do Seminário Internacional realizado este ano na Faculdade de Arquitectura da Universidade Tecnica de Lisboa, e do qual já se contam 6 edições. Se o tema arrepia o ouvido, a compreensão do fundamento global deste conjunto de conferências e workshops é em tudo fácil e apaixonante de tão intenso ser.

Tendo em conta o tema, os vários workshops desenvolveram-se entre Lisboa e Tomar, mais propriamente o Convento de Cristo, como obra onde a cosmologia ganha um relevo único. E aí sim o ambiente é vivido ao máximo.

Após a escolha do Workshop, “Gritos e Vestígios”, a noticia de que este sedesenvolveria em Tomar, ficando alojado no Convento de Cristo só podia ser uma motivação acrescida. Desafio lançado, objectivo: Absorver o máximo da expeiência.

Xaile maldito

•July 17, 2008 • Leave a Comment

Sinto a voz que me grita notas

De um sofrer que xaile canta

Numa promessa de longa andança

Num crescer que nos relança.

 

Chora notas que ouvirei,

Grita espasmos que receberei,

   Sons-saudade que me matou

Tacos

•July 14, 2008 • Leave a Comment

Ligou as colunas.

Era uma tal cantora étnica que o vez começar a mexer.

Soltou surdinas, elevou tons e graves

Mas seu corpo jamais pararia de sentir a vibração,

Contorcer-se-ia até estalar os ossos,

Para na última nota da música se deixar cair,

E sentir a dureza de tacos acabados de encerar, no seu quarto alugado,

que afinal era uma das mais belas e mais utilizadas salas de espectáculos do mundo.

Recriar

•June 26, 2008 • Leave a Comment

Tragam-me cenários do além, visões do Espçao, ou imagens inéditas doutrso planetas que além atmosfera, mas não me tirei o cheiro da terra, as cores e sons do planeta Azul, as negras e as limpidas imagens terrenas. A tal forma achatada, tem história, tem cor, tem imagens, e façamos dela Vida, mas não alagemos o mundo e o afundemos na razão, porque a sensibilidade existe, e é dela que a Cultura sobrevive, é dela que a criatividade ressurge, e é dela que se reidentificam as formas. Tragam-se Luz, deixem-me nas escuras, mas mantenham os contrastes, as cores fortes, a oposição propositada e a total desigualdade justaposta, porque a monotonia chateia, e a razão é previsivel ao contrário da sensação. Criemos a Lua na Terra e exploremos as formas humana para vegetais, criemos arquitectura com o Cosmos e vivamos na arte de diversificar e de criar. Criemos a lua, não matemos o luar, mas vivamos da sensibilidade criativa, dos impulsos inéditos e daquilo que de mais maravilhoso a vida nos pode dar e nos deixa fazer.

                    Toquemos o sol para lhe sentir a dor, para quando o pintarmos saibamos o que fazemos.

Identificando carácteres

•June 26, 2008 • Leave a Comment

A Arquitectura faz-se, existe , persiste e renova-se, remodela-se e delinea-se em formas e curvas de uma oscilação tal, crescente, decrescente, descendente, por vezes ausente mas existe por si sóno enigme obscuroe na dúvida do seu fundamento.

Cada peça, pedaço, espaço pode sempre ser Arquitectura se assim nos apropriarmos dele, se assim quisermos, o podermos, o formos capaz de identificar e caracterizar. Um tijolo pode sempre ser uma sugestiva forma de encarar cada espaço. É nele que nos vemos, é nele que habitamos e é dele que nos apropriamos.

Aquele que agora  me aproprio é apenas mais um urbanismo caracteristico lisboeta do qual é apenas uma rara excepção. Mas é dele que crio, é nele que existo, nele  persisto, e espero que por ele passe o Fado da minha vida, o destino que espero não esteja a evitar ao nele conseguir e ter lutado por ingressar.

Criatividade

•June 17, 2008 • Leave a Comment

Talvez músicas e mas músicas seja pouco, talvez divulgar o fútil seja mais rentável do que divulgar aquilo que realmente interessa, talvez o oportunismo assim o dite, mas será que é difícil perceber o quão grande é o nosso mundo e aquilo que tem para dar, e que muito mais além vai do que o próprio oportonismo capitalista. Digam-me se algum dia a vossa vida foi feita pelo dinheiro, só aceito um sim se de seguida assumirem que são um porta-moedas. É que a vida faz-se de muitas coisas, e nada de colocar o dinheiro à frente de tudo. Se a economia está em crise porque é que estamos tão preocupados com ela, quando a cultura está em crise á muito mais tempo e ninguém se preocupa. Talvez não saibamos que ela poderia trazer novas mentalidades muito mais equilibradas e de grande valor pedagógico, intelectual e artístico. Talvez não conheçamos assim tão bem aquilo que procuramos, porque talvez pensemos que somos mais únicos quando nos preocupamos com o dinheiro (tal qual os outros). Mas o mundo não se faz disso, o mundo cria-se e renasce a cada mentalidade nova, a cada sopro de mudança, a cada diferença que se exalta pela sua qualidade, a cada gota de lixivia que limpa parte da nódoa que é a nossa sociedade.

 

Dêem-nos Criatividade !

Irrita-me

•May 1, 2008 • 1 Comment

      Se sinto que cada vez mais a apatia se tornou a epidemia do século, calculo que não seja apenas pelo inconformismo que me caracteriza. E parece-me que mais do que estúpido é ser um apático por natureza, é ser-se feliz por se ser assim.


   E se me irrito só de pensar nisto, imaginem quando refilam comigo quando tento chamar a atenção das pessoas para aquilo que quanto a mim é o mais absordo dos cúmulos. Se compreendo que isso faz com que as pessoas não sofram com nada, é impossivel convencer-me de que isso as faz felizes.


É em suma, o abdicar dos sentidos e das emoções, em proveito de qualquer coisa, que por demais impressionante que seja, jamais justificará o fim. Deixar de sentir o terror, a mais pura das tranquilidades, o susto e até a adrenalina de um imprevisto, ignorar o mundo, a arte e a cultura, as diferenças e , o mais grave, ignorar-se a si próprio apenas porque de nada queremos saber é sem dúvida aquilo que mais me irrita.



              E irritem-se comigo as vezes que quiserem, por que jamais deixarei de tentar que abandonem esssa postura de indiferença que tanto me atormenta.