Convento de Cristo
Entrando de mala na mão sinto-me nú naquele local.
deambulando sozinho pelo Convento, tocando marcas históricas, pensando ser minha culpa, passo pelo recanto de monges que por ali passaram, mas estou só. Ninguém visita um recanto que me amarrou aquelas pedras esculpidas, e ainda bem! Sentado na relva, ou sobrepondo-me a janelas esguias para fotografar, sinto-me parte daquela hitória da qual nunca fiz parte nem nunca farei. Dou por mim numa noite, sozinho, encostado a um repucho seco, nessa hora, a escrever textos sem fim, sem que os consiga ler. Talvez mais tarde.
Passado segundos sei que estou acompanhado, seja por memórias presentes, seja por compreender melhor o local. Mas estou só, sons ao longe, passos que se aproximam, batuques ausentes. Sinto murmurios e a natureza impõe-se de modo fulcral. Transporto forças de ruinas únicas para o restante convento.
E estou só…
Mas oiço ruídos compassados de saudade…
Gotas que caíem. Mas presente, compreendo o local.
